Minissérie sobre funções executivas: Parte 3 - Princípios de uma intervenção eficaz em funções executivas
Apoiar as funções executivas dos nossos pacientes é um trabalho de equipe; por isso, os profissionais precisam considerar outros modelos de atendimento além da intervenção direta.
Foi por isso que, na Parte 1 desta série sobre intervenções em funções executivas, falei sobre por que os profissionais devem pensar de forma mais abrangente sobre as opções para apoiar os pacientes. Você pode conhecer a primeira mudança de paradigma aqui.
Na Parte 2, aprofundei o conceito de “planejar o modelo de atendimento”, descrevendo um modelo que os profissionais podem usar para melhorar a generalização, especialmente nas habilidades sociais.
Quando os profissionais aderem à ideia de usar vários modelos de atendimento e orientar outras pessoas, esbarram em questões de logística. Eles dizem: “Parece ótimo, mas como vou ter tempo para me reunir com os professores?”
Outros travam porque, mesmo quando encontram tempo para se reunir com os professores, não sabem o que fazer com esse tempo.
Isso acontece porque saber conduzir a terapia você mesmo é uma habilidade diferente de saber documentar seus protocolos clínicos para capacitar outras pessoas.
Pensar no nosso planejamento de sessões em termos de escalabilidade é o primeiro passo para conseguir capacitar, orientar e supervisionar outras pessoas.
Escalabilidade é o potencial de crescimento e expansão. Quanto mais fácil for definir e documentar uma estratégia, mais fácil será escalá-la. Depois, você pode “escalá-la” capacitando diferentes pessoas no processo, para que ela aconteça com mais frequência.
Por isso, deixo meus protocolos e materiais o mais simples possível na School of Clinical Leadership.
Identificar seus protocolos escaláveis traz clareza sobre como usar o tempo de colaboração profissional, porque você já definiu quais informações precisa compartilhar e onde pode precisar de feedback.
Costuma ser mais fácil escalar tarefas operacionais, como preencher formulários de folha de pagamento. No ensino e na terapia, em que é necessário um ensino diferenciado, isso fica bem mais difícil.
É por isso que os gestores escolares dedicam tanto tempo e esforço ao currículo básico. Eles enfrentam o desafio de implementar um currículo escalável entre as turmas de uma mesma série, ou quando os alunos passam de uma série para outra.
A complexidade dessa tarefa dificulta que os gestores escolares tenham fôlego para acrescentar novas camadas a esse processo, como um apoio universal às funções executivas.
Quando os terapeutas se concentram na escalabilidade, isso pode ser diferente. É aqui que os terapeutas escolares podem se tornar um enorme trunfo, acrescentando uma camada extra de apoio aos esforços dos gestores escolares.
Isso pode significar que, ao planejar a terapia, você desenvolve estratégias fáceis de documentar, compartilhar e ensinar outras pessoas a aplicar.
“Escalar”, para você, pode acontecer quando você capacita outros profissionais da sua escola a aplicar estratégias em sala de aula. Também pode incluir criar ferramentas e recursos que possam ser compartilhados com os cuidadores.
Uma ressalva: nem todo protocolo pode, ou deve, ser escalável a ponto de pessoas de fora da sua área conseguirem aplicá-lo.
Há coisas que precisam ser realizadas em uma sessão de terapia com um profissional habilitado. Isso pode significar ter um conjunto de protocolos que você pretende aplicar pessoalmente, nas suas sessões, e outros protocolos que pretende “escalar” para outras pessoas.
Na intervenção em funções executivas, precisamos ser ainda mais intencionais em tornar as coisas escaláveis; caso contrário, dificilmente veremos uma boa generalização.
Por isso, na School of ClinicalLeadership, todas as estratégias que ensino são fáceis de escalar, porque são extremamente simples e não exigem nenhum material especial além de itens do dia a dia (relógios analógicos, quadros brancos, calendários, imagens etc.).
Ofereço um conjunto de protocolos escaláveis, mas também as ferramentas necessárias para você criar um plano estratégico de implementação de outros modelos de atendimento.
A School of ClinicalLeadership é um programa para psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, orientadores, terapeutas ocupacionais ou outros profissionais que queiram um plano baseado em evidências para apoiar os alunos social, emocional e academicamente.
Sobre a autora
Dra. Karen Dudek-Brannan é fundadora e proprietária da Dr.Karen, LLC, empresa focada em capacitar terapeutas e educadores a desenhar intervenções que apoiem a linguagem, a alfabetização e as funções executivas. Ela é doutora em Educação Especial e possui as certificações de Director of Special Education and Assistive Technology pela Illinois State University, além de mestrado e graduação em fonoaudiologia pela mesma universidade. Atuou por 14 anos em sistemas escolares e ocupou diversos cargos de liderança e de docência no ensino superior, além de ser mentora de profissionais. Ela apresenta o podcast De Facto Leaders, no qual compartilha práticas baseadas em evidências, suas próprias experiências e entrevistas com convidados sobre temas ligados à reforma da educação e da saúde. Atualmente, ocupa um cargo de gestão no Illinois Department of Children and Family Services.
Você pode se conectar com a Dra. Karen no LinkedIn aqui.
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Ouça o podcast DeFacto Leaders.
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