Quando a compaixão encontra a expertise: por que a avaliação de personalidade é importante na contratação em saúde

Dar Peleg, Ph.D.
Geral

Imagine entrar em uma clínica de terapia carregando o peso de uma dor crônica ou de uma ansiedade silenciosa que foi se acumulando ao longo de meses. Você espera encontrar alívio na expertise e na orientação acolhedora de um profissional. Seu terapeuta, porém, é competente, mas rígido, incapaz de ajustar a abordagem às suas necessidades específicas. As respostas parecem distantes, mecânicas, sem a empatia de que você precisa para se sentir realmente compreendido. Com o tempo, você se desliga da terapia, sentindo-se ignorado e incompreendido.

Agora, imagine um cenário diferente. Você entra e é recebido por um terapeuta cujo acolhimento se percebe desde o primeiro momento. Ele adapta a abordagem às emoções que você traz naquele dia, escuta com empatia e ajusta técnicas e tratamentos à medida que sua jornada evolui. Aqui, a terapia se torna mais do que uma exigência clínica: ela se torna um verdadeiro caminho de recuperação.

Esse contraste ilustra um desafio comum em profissões da saúde como terapia ocupacional, fonoaudiologia, enfermagem e medicina. Os profissionais mais eficazes vão além da sua expertise técnica e cognitiva e cultivam qualidades pessoais profundas: empatia, paciência, adaptabilidade, autocontrole e escuta ativa. Mas a alta demanda e a falta de profissionais muitas vezes levam a concessões na contratação, o que pode afetar o cuidado ao paciente.

‍

O risco de abrir mão das competências comportamentais

As organizações de saúde enfrentam a difícil tarefa de recrutar profissionais qualificados em meio a uma demanda crescente. Nesses ambientes de alta pressão, a ênfase às vezes recai demais sobre as qualificações técnicas dos candidatos, minimizando traços de personalidade fundamentais. Os resultados podem ser prejudiciais:

  • Insatisfação dos pacientes: quando falta empatia aos profissionais, os pacientes muitas vezes se sentem ignorados, incompreendidos e menos motivados a seguir o plano de tratamento.
  • Barreiras terapêuticas: sem adaptabilidade, os profissionais têm dificuldade em ajustar o tratamento às diferentes necessidades dos pacientes, o que pode travar a evolução.
  • Estresse no trabalho: ambientes de saúde dependem de trabalho em equipe e colaboração. Profissionais com pouca paciência ou muita rigidez podem aumentar a tensão no ambiente de trabalho e reduzir o moral da equipe.
  • Maior rotatividade: se a incompatibilidade de perfil gera falta de realização ou atritos constantes, os profissionais tendem a deixar seus cargos, resultando em uma rotatividade cara e em um cuidado inconsistente ao paciente.-

O impacto dessas questões não pode ser subestimado: o cuidado e o bem-estar do paciente dependem da sinergia entre a expertise profissional e as competências comportamentais.

‍

Entra em cena a avaliação psicológica remota

Em uma época em que se exige cada vez mais precisão em todas as áreas, a avaliação psicológica remota oferece uma solução transformadora para a contratação na saúde. Esse método avançado de avaliação de candidatos permite que as organizações analisem tanto as competências técnicas quanto as comportamentais dos possíveis contratados, sem precisar levá-los ao local para entrevistas e testes longos e demorados.

‍

Como funciona?

A avaliação remota consiste em analisar a pegada digital do candidato, incluindo o comportamento público nas redes sociais, pistas verbais e muito mais, com base em modelos psicológicos consolidados, como os Cinco Grandes Fatores de personalidade (Big Five). Com o devido consentimento dos candidatos, esse método permite que empregadores da área da saúde obtenham uma compreensão detalhada e aprofundada de seus traços de personalidade, habilidades cognitivas e tendências sociais.

‍

Os benefícios em resumo:

  1. Objetividade: ao se basear em dados públicos e em modelos psicológicos avançados, os vieses inerentes às entrevistas ou aos testes tradicionais são minimizados.
  2. Eficiência: os empregadores podem triar e avaliar vários candidatos rapidamente, reduzindo de forma significativa o tempo e os recursos gastos em avaliações longas.
  3. Profundidade: a avaliação remota vai além do que algumas horas de entrevista conseguem revelar. Ao examinar anos de comportamento, ela oferece uma visão completa da empatia, da adaptabilidade, da paciência e de outros traços-chave do candidato.
  4. Mínima intrusão: os candidatos não precisam passar por entrevistas ou testes adicionais, o que reduz o estresse e os atritos no processo seletivo.

‍

O perfil certo para uma função que transforma vidas

Para as organizações de saúde, contratar profissionais que equilibrem competência técnica e competências comportamentais não é um luxo: é essencial. A avaliação remota ajuda a garantir que os pacientes sejam atendidos por profissionais que realmente escutam, se adaptam e se importam, melhorando os resultados, o engajamento e a satisfação geral.

Pense naquele paciente que você imaginou entrando em uma sessão de terapia. A contratação certa, a de alguém com empatia e adaptabilidade, transforma esperança em recuperação e cria vínculos que vão muito além das paredes da clínica. A avaliação de personalidade remota ajuda os empregadores da área da saúde a garantir que mais histórias como essa sejam escritas todos os dias.

Em um mundo onde a compaixão encontra a tecnologia, todos saem ganhando.

‍

Sobre o autor

Dr. Dar Peleg é CEO da 99% Remote Personality Analysis.
É profiler certificado, com 15 anos de experiência nos setores de segurança nacional e privado. Perito em perfis comportamentais e de personalidade, bem como em avaliação de credibilidade. Instrutor internacional de psicologia social e investigativa. Doutor em Psicologia. Mestre em Direito.

‍